Todo vinho tem marca. A marca da dedicação de um enólogo.
20 de Junho de 2026
Maior edição da história do concurso promovido pela ABE reuniu 1.127 amostras de 19 países. Mesmo com o aumento da pontuação mínima para premiação, 375 rótulos conquistaram Medalhas Grande Ouro e Ouro, confirmando a excelência dos vinhos e espumantes avaliados
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A decisão da Associação Brasileira de Enologia (ABE) de elevar em um ponto a nota mínima exigida para cada categoria de premiação tornou a conquista de medalhas ainda mais seletiva no 13º Brazil Wine Challenge (BWC). Mesmo diante de critérios mais rigorosos — com a Medalha Grande Ouro passando a ser concedida apenas para amostras com 94 pontos ou mais — os produtos inscritos alcançaram desempenho suficiente para preencher integralmente a cota de 30% de premiados permitida pelo regulamento. O resultado evidenciou um cenário de excelência, com 53 Medalhas Grande Ouro e 322 Ouro, totalizando 375 premiações para 160 vinícolas de 13 países. O Brasil arrematou 241 prêmios, sendo 28 Grande Ouro.
Promovido pela ABE, o concurso foi realizado entre os dias 16 e 19 de junho, no Centro Empresarial de Bento Gonçalves (RS). O BWC é o único concurso do Brasil realizado com a chancela da OIV. Nesta edição – a maior da história - foram 1.127 amostras inscritas provenientes de 19 países, avaliadas às cegas por um painel formado por 91 especialistas de nove nacionalidades ao longo de 12 horas de degustação. A edição consolida o Brazil Wine Challenge entre os mais importantes concursos da América Latina e reforça sua credibilidade junto ao mercado internacional.
Para o presidente da ABE, enólogo Mário Lucas Ieggli, os resultados refletem a evolução contínua da qualidade dos vinhos e espumantes submetidos às mais rigorosas avaliações internacionais. “O Brazil Wine Challenge tem como principal compromisso reconhecer a excelência. Nesta edição, além de alcançarmos números históricos de participação, observamos um desempenho extraordinário das amostras avaliadas. O resultado demonstra o elevado nível qualitativo dos vinhos e espumantes inscritos e reforça a credibilidade do concurso perante o setor vitivinícola mundial”, destaca.
A conquista das medalhas foi ainda mais seletiva nesta edição. Com base em discussões técnicas que vêm sendo conduzidas no âmbito internacional sobre critérios de avaliação em concursos de vinhos, a diretoria da Associação Brasileira de Enologia (ABE) e a comissão organizadora do Brazil Wine Challenge decidiram elevar em um ponto a pontuação mínima exigida para cada categoria de premiação. Até a edição anterior, a Medalha Grande Ouro era concedida aos produtos que alcançavam 93 pontos ou mais. Neste ano, a distinção passou a exigir pontuação mínima de 94 pontos, enquanto as Medalhas de Ouro ficaram restritas à faixa entre 90 e 93 pontos. Mesmo diante de critérios mais rigorosos, o nível qualitativo das amostras foi tão elevado que não houve produtos enquadrados na categoria Prata. Respeitando o limite máximo de 30% de premiação previsto no regulamento internacional da OIV, todas as amostras contempladas alcançaram pontuações equivalentes às medalhas Grande Ouro ou Ouro.
A dimensão internacional do concurso também se refletiu na composição do júri. Os 91 degustadores vieram do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal e Uruguai, reunindo enólogos, sommeliers, jornalistas especializados, pesquisadores e profissionais reconhecidos do setor. Entre eles, 21 mulheres integraram o painel de avaliação, presença que reforça a crescente participação feminina nos espaços de decisão e análise técnica da vitivinicultura. A edição também contou com a presença da delegada da OIV, Fernanda Spinelli, também diretora da ABE, responsável por acompanhar o cumprimento das normas internacionais que regem o concurso.
Presente durante toda a realização do concurso na condição de delegada da OIV, Fernanda Spinelli, foi responsável por acompanhar e verificar o cumprimento dos critérios exigidos pela entidade internacional. Segundo ela, a OIV exige o atendimento de uma série de parâmetros técnicos que garantem a credibilidade das avaliações e dos resultados. “A patronagem da OIV não se resume a uma chancela institucional. Todo o concurso é avaliado por um comitê executivo da organização e deve atender rigorosos critérios relacionados à composição das mesas de degustação, número de especialistas por painel, quantidade de amostras avaliadas, metodologia de pontuação, condições da sala de degustação e temperatura de serviço dos produtos, entre diversos outros aspectos. Durante o concurso, cabe ao delegado acompanhar e verificar o cumprimento dessas exigências. São parâmetros que asseguram a excelência das avaliações, a imparcialidade dos resultados e a qualidade do concurso”, destaca.
O Brazil Wine Challenge é realizado em anos pares e se consolidou como uma das mais importantes plataformas de avaliação da qualidade de vinhos e espumantes do mundo todo. O rigor metodológico, a diversidade internacional das amostras e a qualificação do corpo de jurados fazem do concurso uma referência para produtores, consumidores e profissionais do setor.
OS 53 GRAN OURO (Acima de 94 pontos)
África do Sul (01)
Argentina (03)
Brasil (28)
Bulgária (01)
Chile (04)
Espanha (04)
Itália (02)
Portugal (09)
Uruguai (01)
SOBRE O 13º BRAZIL WINE CHALLENGE
RANKING DE PREMIAÇÕES POR PAÍSES
África do Sul – 01 Grande Ouro e 02 Ouro
Alemanha – 01 Ouro
Argentina – 03 Grande Ouro e 06 Ouro
Austrália – 01 Ouro
Bolívia – 03 Ouro
Brasil – 28 Grande Ouro e 213 Ouro
Bulgária – 01 Grande Ouro
Chile – 04 Grande Ouro e 34 Ouro
Espanha – 04 Grande Ouro e 15 Ouro
França – 04 Ouro
Itália – 02 Grande Ouro e 04 Ouro
Portugal – 09 Grande Ouro e 20 Ouro
Uruguai – 01 Grande Ouro e 19 Ouro
RANKING DE PREMIAÇÕES BRASILEIRAS POR ESTADO
RS – 168
SP – 15
MG – 13
DF – 12
PE – 08
SC – 06
GO - 06
AC – 04
RJ – 04
PR – 04
BA – 01
TOTAL - 241
O JURI - 91 degustadores de nove países (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal e Uruguai)
PRESIDENTES DE JÚRI
Do Brasil:
Bruno Motter
Dirceu Scottá
Fernanda Spinelli
Gilberto Pedrucci
João Carlos Taffarel
Michel Zignani
e Ricardo Morari
Do Chile:
Carlos Abarzúa
e Manuela Astaburuaga
Do Uruguai:
Alejandro Cardozo
JURADOS
Argentina
Eduardo Ariel Morales
Miguel Codatto
Bolívia
Luis Fernando Guzman
Brasil
Adalberto Bortolini
Aline Mabel
Allana de Carli
Anderson Schmitz
André Donatti
André Gasperin
André Larentis
André Mendes
Átila Zavarize
Avelino Zanetti Filho
Ben-hur Rigoni
Bruna Ferreira
Bruno Munhoz
Caroline Dani
Cláudia A. Stefenon
Cris Sant'anna
Daiane Badalotti
Daniel Dalla Valle
Daniel de Paris
Daniel Salvador
Dario Crespi
Edegar Scortegagna
Éder Caldart
Eduardo Bridi
Felipe Machado
Fernando Zamboni
Flávia Maia
Francesca Pastori
Franco Francescatto
Gilberto Simonaggio
Giuliano E. Pereira
Heleno Facchin
Hugo Caruso
Ismar Pasini
Joel Ferrari
Jones Valduga
Jorge Cattani
José Venturini
Juciane Casagrande Doro
Juliana Bevilaqua
Laércio Spadari
Leandro Santini
Lorenzo Cristofoli
Lucia Porto
Luciano Manfroi
Luis Gustavo Buske
Magnos Basso
Maicol Zanella
Marcelo Drago
Marco Salton
Marcos Gabbardo
Marcos Vian
Marianne Piemonte
Moisés Brandelli
Paula Schenato
Paulo Giacomini
Roberto Lazzarini
Rodrigo Ferraz
Rosana Pasini
Saimon Moura
Samuel Cervi
Talita Verzeletti
Tiago Bergonzi
Tiago Luvison
Vagner de Vargas Marchi
Vanderlei Gazzi
Vanessa Stefani
Volnei Piroli
Chile
Luis Campos
Sylvia Cava
Espanha
Jose Luis González
Manuel Capote
Estados Unidos
Chung Huan Liu
França
Philippe Mével
Portugal
Ari De Mari
Uruguai
Alejandro Marichal
Fernando Piccardo
Gabriela Zimmer